Trajetória Profissional

Dra. Cristiana Pereira

A Dra. Cristiana Pereira se formou na Faculdade de Medicina – USP em 1994 e completou a Residência Médica em Neurologia em 1998.

No período de maio de 1998 a julho de 1999 realizou um estágio de especialização em Munique, Alemanha, na Klinikum Grosshadern da Ludwig-Maximilians Universität, onde pôde aperfeiçoar seus conhecimentos sobre o sistema vestibular, vertigem e desequilíbrio.

Ao retornar para São Paulo, iniciou projeto de doutorado, novamente na Faculdade de Medicina-USP, com o tema “Tratamento domiciliar da vertigem de posicionamento paroxística benigna”, concluído em 2004.

Desde 1999, é a coordenadora do Ambulatório de Vertigem e Desequilíbrio no Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas – FMUSP. É membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, onde faz parte da coordenação do Departamento Científico de Distúrbios Vestibulares e do Equilíbrio

Por que estudar sobre vertigem e desequilíbrio?

Quando comecei a trabalhar com vertigem e desequilíbrio muitos ficaram incrédulos. Por que esse tema? Só isso? E de onde vinha esse interesse?

E a melhor resposta é: foi por acaso.

Durante minha residência em Neurologia decidi que gostaria de fazer um estágio no exterior. Não havia um interesse definido, mas eu queria frequentar um ambiente diferente daquele em que eu fazia a residência. Procurei algumas opções em países diferentes e no meio desta procura surgiu a oportunidade de ir para Munique, na Alemanha. No início relutei bastante. Embora falasse alemão, tinha muito receio que não fosse o suficiente para trabalhar e estudar lá. Mas como parecia ser a melhor oportunidade de todas, fui em busca de uma bolsa de estudos, e no final tudo deu certo. Logo após o término da residência, em março de 1998, embarquei.

Comecei meu estágio ainda na dúvida em relação à área na qual eu deveria me aprofundar. Tinha uma vaga ideia de me dedicar a neuro-oncologia. Mas logo no primeiro dia o Professor Thomas Brandt, a quem eu devo a grande guinada na minha vida, me chamou para conversar, e propôs que eu conhecesse melhor todo o serviço para decidir melhor. Logo vi que o grupo que se dedicava ao estudo de vertigem e desequilíbrio era um dos maiores naquele hospital universitário e um dos mais conceituados do mundo neste assunto. A escolha foi fácil.

Depois de um ano e meio, retornei para São Paulo, disposta a trabalhar neste assunto, o que era uma novidade dentro da neurologia brasileira. Até então, no Brasil, apenas otorrinolaringologistas se dedicavam ao tema vertigem. No começo foi um árduo caminho, mas hoje, após mais de 20 anos colho os frutos com cada vez mais neurologistas interessados pelo assunto, um novo departamento científico na Academia Brasileira de Neurologia, e acima de tudo muitos pacientes beneficiados.